Se a sua empresa anunciou entre agosto e outubro e viu o CPM subir sem mudar nada na conta, a eleição provavelmente tem parte da culpa. O custo anúncios eleições é o reflexo de um leilão mais disputado: candidatos e partidos compraram espaço nas mesmas telas que o seu cliente usa, e quem vende produto ou serviço pagou mais pelo mesmo alcance.
A resposta curta: o efeito foi maior no Meta Ads, que aceita propaganda eleitoral paga, e indireto no Google Ads, que não aceita anúncios políticos no Brasil. Só que a eleição não foi a única causa. Impostos repassados pela Meta e a sazonalidade do segundo semestre também entram no custo anúncios eleições que aparece no seu painel.
Neste artigo, a Agência Veezy mostra como separar esses efeitos, comparar o período eleitoral na sua própria conta e ajustar verba e criativos para a Black Friday e o fim de ano. O foco é empresa, não candidato. Se você procura as regras de campanha, veja o guia de tráfego pago eleitoral.
Por que o custo anúncios eleições sobe no leilão?
Meta Ads e Google Ads funcionam por leilão. Cada vez que alguém abre o feed ou faz uma busca, os anunciantes interessados naquela pessoa disputam o espaço. Com mais dinheiro atrás do mesmo público, o CPM (custo por mil impressões) e o CPC (custo por clique) tendem a subir para todos, até para quem não tem nada a ver com política.
E entrou muito dinheiro. Segundo o Poder360, com base na prestação de contas do sistema Conta+JE, campanhas eleitorais já tinham pago R$ 236 milhões à Meta em 2026, valor ainda parcial. Na eleição municipal de 2024, foram R$ 201 milhões. É essa verba extra que pressiona o custo anúncios eleições das empresas.
A janela também é conhecida: a propaganda eleitoral paga foi de 16 de agosto a 1º de outubro de 2026, e os partidos tinham R$ 4,9 bilhões para financiar as campanhas, segundo o BRA 1. Basta uma fatia desse dinheiro no digital para mexer no leilão de públicos amplos.
Para dar escala: a publicidade digital no Brasil movimentou R$ 42,7 bilhões em 2025, com 55% em redes sociais e 26% em busca, segundo o IAB Brasil, via Meio & Mensagem. A verba política é pequena perto disso, mas se concentra em poucas semanas e nas redes sociais. Por isso o custo anúncios eleições aparece justamente ali.
Custo anúncios eleições: por que a Meta pesou mais que o Google?
A Meta aceita anúncios sobre eleições no Brasil, que ficam guardados por sete anos na Biblioteca de Anúncios pública, segundo a Newsroom oficial da Meta. Em 30 de setembro de 2026, a empresa suspendeu temporariamente a criação, a edição e a veiculação de anúncios sobre temas sociais, eleições ou política direcionados ao Brasil. É o seu corte natural para comparar antes e depois.
No Google, a história é outra. O Google Ads deixou de aceitar anúncios políticos no Brasil em maio de 2024, em Pesquisa, sites parceiros e YouTube, depois da resolução do TSE que exige um repositório de anúncios consultável em tempo real, segundo a CNN Brasil. A restrição continua em 2026.
Assim, o custo anúncios eleições no Google é indireto: vem de empresas que tiram verba da Meta, mais cara no período, e levam para a busca. O BRA 1 aponta o mesmo caminho: pressão maior na Meta e preços mais estáveis no Google.
| Plataforma | Anúncios políticos no Brasil | Efeito no leilão | O que observar |
|---|---|---|---|
| Meta Ads | Aceitos com autorização, suspensos em 30/09/2026 | Direto: candidatos disputam o mesmo público | CPM, frequência e alcance por região |
| Google Ads (Pesquisa) | Proibidos desde maio de 2024 | Indireto: verba migrada da Meta | CPC e parcela de impressões |
| YouTube | Proibidos pela mesma regra do Google | Indireto | Custo por visualização e alcance |
Quais três efeitos se somaram no custo dos anúncios em 2026?
O erro mais comum na leitura do custo anúncios eleições é colocar toda a culpa na eleição. Neste ano, pelo menos três forças atuaram ao mesmo tempo, e cada uma pede uma resposta diferente.
1. Repasse de impostos pela Meta
A Meta passou a repassar PIS/Cofins e ISS no valor dos anúncios no Brasil. Esse aumento vale o ano todo e não tem relação com a eleição. Explicamos a conta no artigo sobre Meta Ads e impostos. Quem compara com o ano anterior sem descontar esse repasse superestima o custo anúncios eleições.
2. Sazonalidade do segundo semestre
O segundo semestre já é mais caro por natureza, porque o varejo antecipa verba para a Black Friday. O comércio é o setor que mais investe em digital, com 25% da verba, segundo o IAB Brasil. Parte da alta que você atribuiu ao custo anúncios eleições aconteceria mesmo sem campanha política.
3. Concorrência eleitoral
É o efeito que começa em 16 de agosto, com a propaganda paga, e na Meta termina em 30 de setembro, conforme o BRA 1 e a Meta. Ele pode pesar mais em públicos amplos e em regiões com disputa acirrada. É a única parte do custo anúncios eleições que some sozinha depois da votação.
Como medir o custo anúncios eleições na sua própria conta?
Até aqui, não há estudo público que meça o custo anúncios eleições em contas brasileiras. O melhor termômetro é a sua própria conta. O roteiro abaixo segue a lógica dos relatórios de performance e mídia paga que a Agência Veezy entrega aos clientes.
1. Separe três janelas de comparação
Use as datas oficiais como corte, conforme o BRA 1 e a Meta: antes de 16 de agosto, de 16 de agosto a 30 de setembro e a partir de 1º de outubro. Assim você isola o período de maior pressão do custo anúncios eleições.
| Janela | Período | O que esperar | Métrica principal |
|---|---|---|---|
| Antes | Até 15/08/2026 | Base de referência | CPM, CPC e custo por resultado |
| Pico eleitoral | 16/08 a 30/09/2026 | Leilão mais disputado na Meta | CPM, frequência e alcance |
| Pós-corte | A partir de 01/10/2026 | Saída dos anúncios políticos e início do varejo de fim de ano | Custo por resultado e conversão |
2. Compare com o mesmo período do ano anterior
Coloque cada janela ao lado das mesmas datas do ano passado. Isso neutraliza boa parte da sazonalidade. Depois, desconte o repasse de impostos, que não existia na base anterior. A diferença que sobra é uma estimativa mais honesta do custo anúncios eleições.
3. Segmente por região e posicionamento
A disputa política não é igual em todo lugar. Abra os relatórios por estado, cidade e posicionamento (feed, Stories, Reels). Se o CPM subiu muito mais numa capital do que no interior, é sinal de que o custo anúncios eleições pesou mais ali. Se subiu igual em tudo, a causa provavelmente é outra.
4. Meça a concorrência na Biblioteca de Anúncios
A Biblioteca de Anúncios guarda os anúncios políticos por sete anos e é pública, segundo a Meta. Filtre pela região onde a sua empresa anuncia e veja o volume de anúncios políticos no período. Mais volume na sua praça ajuda a explicar o custo anúncios eleições do seu painel.
5. Olhe o custo por resultado, não só o CPM
O BRA 1 recomenda acompanhar CPM, CPC, frequência, alcance, taxa de conversão e custo de aquisição. O CPM mostra quanto o leilão cobrou; o custo por resultado mostra se valeu a pena. No B2B, o resultado certo é o lead qualificado, não o formulário. Veja como medir no artigo sobre ROI do tráfego pago.
Os 5 erros mais comuns diante do custo anúncios eleições
1. Culpar só a eleição
Quando todo aumento vira culpa do custo anúncios eleições, problemas reais ficam escondidos: criativo saturado, público pequeno demais, rastreamento quebrado. A campanha política acaba, e o custo continua alto.
Como evitar: separe os três efeitos antes de concluir e revise o rastreamento, porque tag errada distorce qualquer comparação. Mostramos os erros mais frequentes no artigo sobre Google Tag Manager.
2. Pausar tudo, inclusive o remarketing
Cortar verba no pico do custo anúncios eleições pode fazer sentido para públicos frios e amplos. Cortar o remarketing, não. Quem já visitou o site ou falou com o comercial é um público menor e mais perto da compra.
Como evitar: reduza o topo de funil quando o CPM disparar, mas mantenha remarketing e conteúdo para quem já conhece a marca. No B2B, com ciclo de vendas longo, sumir por semanas custa mais do que pagar um CPM maior.
3. Julgar a campanha só pelo CPM
CPM alto não significa campanha ruim. Na Black Friday de 2025, o CPM mediano na Meta foi 57% maior que em outubro, mas o custo por compra caiu 42%, porque a taxa de conversão passou de 3 vezes a de outubro, segundo a Biddyco. São contas fora do Brasil: referência, não benchmark local.
Como evitar: defina a meta pelo custo por resultado e pelo retorno, e use o CPM como diagnóstico do leilão, não como nota da campanha.
4. Deixar os criativos da Black Friday para a última hora
Com leilão caro, o anúncio que gera resposta rápida leva vantagem. Criativo feito às pressas, sem teste, paga a conta mais alta. O BRA 1 recomenda planejar a Black Friday antes do pico; quem não fez isso ainda tem algumas semanas.
Como evitar: teste agora variações de vídeo e imagem com orçamento baixo e guarde as vencedoras para a semana da data. Veja o que funciona no artigo sobre criativos que o algoritmo favorece.
5. Tratar o B2B como e-commerce
Quase todo conteúdo sobre custo anúncios eleições fala de loja virtual. No B2B, o lead demora a fechar. Um CPM 20% maior pode ser irrelevante se o custo por lead qualificado continuar o mesmo (exemplo ilustrativo).
Como evitar: meça pelo custo por SQL (lead aceito pelo comercial), integre anúncios e CRM e considere testar canais que falam direto com decisores, como o LinkedIn. Explicamos quando vale no artigo sobre LinkedIn Ads para B2B.
Como ajustar verba e criativos para a Black Friday e o fim de ano?
Com a suspensão dos anúncios políticos na Meta, parte da pressão do custo anúncios eleições tende a aliviar em outubro. O alívio, porém, é curto, porque logo começa a disputa do varejo pela Black Friday. O plano abaixo ajuda a usar cada janela a seu favor.
Concentre verba onde a conversão compensa
Mesmo com CPM maior, o ROAS subiu 82% na Black Friday de 2025 em relação a outubro, segundo a Biddyco. Vale reservar a maior fatia da verba para a semana da data e os dias anteriores, quando a intenção de compra está no auge e o custo anúncios eleições já ficou para trás.
Cuidado com a segunda semana de dezembro
Na mesma análise da Biddyco, a segunda semana de dezembro foi a pior, com custo por compra 39% acima de outubro. Já o fim de dezembro e o começo de janeiro tiveram CPM cerca de 24% abaixo de outubro. No B2B, essa janela mais barata serve para gerar demanda para o primeiro trimestre.
Parta do histórico da sua conta
O que funcionou em datas sazonais anteriores é o melhor ponto de partida. Veja como aplicamos essa lógica em um de nossos cases: um e-commerce de presentes personalizados com ROAS de 5,4x e R$ 274 mil no Dia dos Namorados. Outros exemplos estão nos cases da Agência Veezy.
Se o custo seguir alto depois de outubro, o problema provavelmente já não é o custo anúncios eleições. Confira os sinais do artigo sobre campanhas com prejuízo.
Como saber se o ajuste deu resultado?
Depois da Black Friday, repita a comparação com as mesmas janelas e o mesmo período do ano anterior. Se o custo por resultado voltou ao patamar de antes de 16 de agosto, já descontado o repasse de impostos, o efeito eleitoral passou, como indicam as datas do BRA 1.
Registre CPM, CPC, custo por resultado e conversão por janela num relatório simples, como fazemos no case de 40 óticas em um único painel ao vivo. Como o Brasil tem eleição a cada dois anos, alternando pleitos municipais e gerais, esse histórico ajuda a prever o próximo custo anúncios eleições.
Perguntas frequentes sobre custo anúncios eleições
As eleições de 2026 deixaram os anúncios da minha empresa mais caros?
Provavelmente sim, sobretudo no Meta Ads durante a propaganda eleitoral paga, quando candidatos disputaram o mesmo público no leilão. Mas o custo anúncios eleições não explica toda a alta: o repasse de impostos pela Meta e a sazonalidade do segundo semestre também pesaram. Comparar janelas na sua conta mostra quanto foi de cada efeito.
O Google Ads também ficou mais caro por causa das eleições?
O efeito no Google Ads é indireto, porque a plataforma não aceita anúncios políticos no Brasil. A pressão vem de empresas que tiram verba da Meta e levam para a busca. Por isso o custo anúncios eleições costuma ser menor no Google, mas vale acompanhar o CPC e a parcela de impressões.
Quando o preço dos anúncios volta ao normal depois da eleição?
Na Meta, a concorrência política sai do leilão quando a plataforma suspende os anúncios sobre eleições, o que aconteceu no fim de setembro. O alívio do custo anúncios eleições, porém, se mistura com a alta do varejo na Black Friday. Em referências internacionais, o período mais barato costuma ser o fim de dezembro e o começo de janeiro.
Como saber quanto o custo anúncios eleições pesou na minha conta?
Separe três janelas: antes da propaganda eleitoral paga, durante a propaganda e depois da suspensão dos anúncios políticos na Meta. Compare cada uma com as mesmas datas do ano anterior, desconte o repasse de impostos e segmente por região e posicionamento. A diferença que sobra é a estimativa do efeito eleitoral.
Vale a pena pausar os anúncios da empresa durante as eleições?
Pausar tudo raramente compensa. Faz mais sentido reduzir campanhas de público frio e amplo, as mais expostas ao custo anúncios eleições, e manter remarketing e conteúdo para quem já conhece a marca. No B2B, com ciclo de vendas longo, sumir do radar do cliente costuma custar mais do que pagar um CPM maior.
Quer saber quanto a eleição pesou na sua conta?
A Agência Veezy, especializada em tráfego pago e marketing digital B2B em São Paulo, separa o custo anúncios eleições dos demais efeitos e monta o plano de verba e criativos da sua empresa para a Black Friday e o fim de ano. Fale com a nossa equipe e peça um diagnóstico da sua conta de Meta Ads e Google Ads. Mais conteúdos em agenciaveezy.com.br.





